segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Jornal da Arteterapia, nº 2, na web

Caros amigos:

Nosso Jornal da Arteterapia - edição da Primavera, pode ser lido na web, acessando este link:



Um trabalho realizado pelo designer Robério Cordeiro, designer gráfico, graduado em Artes Plásticas pela Universidade Federal da Bahia, pós-graduado em Crítica de Arte e Estética. 




Boa leitura!

domingo, 23 de outubro de 2011

ASBART em novo endereço!

Desde o dia 4 de Outubro de 2011 (dia de São Francisco), que estamos em nosso novo endereço:

Centro Odonto Médico Henri Dunant
Rua Agnelo Brito, 187, sala 108 – Federação 
CEP 40210-245 – Salvador – Bahia – Brasil

71 - 3497-1306 begin_of_the_skype_highlighting            71 - 3497-1306      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting          

A nova sede dispõe de sala de espera em frente às nossas salas (107 - de Celeste e 108), sala de espera na recepção no Térreo com TV e sofá amplo com revistas disponíveis. A sala tem também uma vaga de garagem que está reservada para quem estiver usando o turno.  Os clientes poderão estacionar na garagem, sem ônus, desde que haja vaga, o que sempre ocorre. Basta informar que está indo para a sala 108.

A sala é ampla, dividida em duas, podendo ser usada para grupos (até 25 pessoas), terapia corporal e psicoterapia na sala 2,  e na sala 1 arteterapia.

Dispomos de turnos para locação.  Vejam as fotos e entrem em contato.



Sala de Espera



Sala de Espera



Sala 2, arrumada para grupo


Sala 2, arrumada para grupo


Sala 2, arrumada para atendimento individual


Sala 1, por ocasião do nosso primeiro encontro no dia 21 de Outubro de 2011, quando realizamos a Noite Arteterapêutica, com troca de experiência.  Na oportunidade, Ana Passaro ensinou a fazer o Olho de Deus.


                                                   Noite Arteterapêutica e o Olho de Deus.



E a distribuição da segunda edição do Jornal da Arteterapia, edição da Primavera.




Esperamos sua visita!

sábado, 22 de outubro de 2011

I Noite Arteterapêutica na sede nova da ASBART

Dia 21 de outubro de 2011, realizamos a nossa I Noite Arteterapeutica, na nova sede da ASBART - Associação Baiana de Arteterapia.
Contamos com poucas, mas animadas presenças, pois a cidade estava passando por dias de uma frente fria poucas vezes vista por aqui. Vento muito forte, chuva constante e muita dificuldade com o trânsito.
Sete pessoas...sete cores do arco-íris...sete esferas ou graus celestes, sete hierarquias angelicais, sete notas musicais. O número 4 simbolizando a terra (com seus pontos cardeais) somado ao 3 simbolizando o céu (tríade)resultam no 7 que simboliza a totalidade do universo em movimento, o dinamismo.
E desta forma festiva e cheia de boas energias, iniciamos nossa reunião. Discutimos alguns pontos importantes, trocamos idéias e começamos a melhor parte: Socialização de técnicas para serem aplicadas nos settings terapêuticos.
Ontem eu ensinei a tecer o Olho de Deus e contei sobre minhas experiências com a utilização da técnica que tenho utilizado desde que conheci através do Livro da minha amiga e mestra Patrícia Pinna Bernardo ( A Prática da Arteterapia - Correlações entre Temas e Recursos - Volume I).
E o que acontece quando pessoas que trabalham a criatividade se juntam? Claro...logo começamos a pensar em variações, novos materiais, novas formas de fazer...

A noite terminou com um vinho, refrigerante, salgadinhos e muitos sorrisos!!!

CONVIDAMOS TODOS OS NOSSOS AMIGOS ARTETERAPEUTAS PARA O PRÓXIMO ENCONTRO QUE JÁ ESTÁ MARCADO PARA O DIA 25 DE NOVEMBRO DE 2011às 19h (sexta feira).

                       Ana Passaro

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

III Congresso Latinoamericano de Arteterapia


III Congresso Latinoamericano de Arteterapia
IV Congresso do Mercosul de Arteterapia
I Congresso Lusobrasileiro de Arteterapia

Aconteceu de 12 a 15 de outubro de 2011, o nosso congresso em Ouro Preto e depois de uma linda abertura, feita por Otília Souza, representando a Associação de Arteterapia de Minas Gerais, fomos presenteados com as palavras sempre tocantes de Rubem Alves, Escritor, Filósofo, Educador, Teólogo e Psicanalista.
Foi uma festa de saberes e criatividade, com apresentações de trabalhos realizados em vários países, como Chile, Peru, Portugal, Áustria, Argentina, Colômbia, França, El Salvador.
A qualidade dos trabalhos realizados e apresentados pelos Arteterapeutas brasileiros não deixa dúvida quanto ao belíssimo futuro de nossa profissão cujo reconhecimento já está  bem próximo.
A Bahia esteve muitíssimo bem representada, não só pelo grupo que compareceu ao evento, mas principalmente por Celeste Carneiro e Larissa Seixas que participaram de duas mesas.
Celeste participou da mesa “Arteterapia como facilitadora de processos de inclusão”, mediada por Ligia Diniz, com apresentação do trabalho “Que cor é essa?”
Larissa participou com o trabalho “Semeando a Arteterapia: o desabrochar de Maria Flor”, na mesa “Oncologia: Adulto, criança e adolescente”, mediada por Ana Claudia Afonso Valladares.
  
Abaixo duas fotos com os representantes da Arteterapia na Bahia que estiveram presentes no evento...Foram momentos de muita alegria, de trocas, de conhecimento e amor.




Agora vamos começar a nos preparar para o X Congresso Brasileiro de Arteterapia e II Jornada Potiguar de Arteterapia que acontecerá em Natal, em 2012!!!!!

A ASBART agradece o apoio e participação festiva de todo o grupo e já convida para reunião nesta sexta, dia 21 de outubro de 2011...Não vamos sentir saudades...vamos manter o encontro, vamos continuar conectados nesta rede colorida e criativa da Arteterapia!

domingo, 2 de outubro de 2011

O Arteterapeuta: facilitando os caminhos expressivos da alma


O Arteterapeuta:
facilitando os caminhos expressivos da alma
                                              Por: Carla Maciel*

“Quando entrar setembro/E a boa nova andar nos campos...” saberemos que junto com a chegada da primavera, e o desabrochar e florescer da natureza, vivenciaremos um movimento de maior expansão e revelação da alma. Ao longo do nosso desenvolvimento emocional e psíquico, experimentamos internamente, por diversas vezes, a passagem das quatro estações do ano que nos anunciam novos e desafiadores ciclos, todos eles marcados pela díade morte/renascimento. Assim vamos amadurecendo, em meio a ritos que nos convidam constantemente a exercitar a dinâmica da renovação. Deveria ser este o movimento natural para todos, mas nem sempre o é. Renovar a nossa existência e caminhos pela vida exige enfrentamento, desapego, abertura e disposição frente ao que desconhecemos. Há um custo e muitos se negam a pagar mais essa conta!
Na sociedade contemporânea ocidental, com seus desequilíbrios e valores invertidos, somos constantemente instigados a trocar a possibilidade do novo pelo conforto e segurança do conhecido. Embotamos nossos impulsos primitivos, inibimos a fluidez entre opostos, engessamos o corpo, abandonamos o nosso rico repertório de potencialidade em prol de uma existência “normótica” e socialmente aceitável e calamos assim, disfarçadamente, a voz da nossa alma. Quanto mais rígidos e inflexíveis, maior (e menos negociável) é a dissociação interna. Os sintomas físicos e emocionais, expressões diretas de desordem e conflito, se multiplicam como genuínos apelos à autoregulação da psique. A rota em direção à saúde psíquica, que pressupõe a integração e completude, no sentido de tornar-se inteiro ou indiviso, nos leva à necessidade, mais que urgente, de encontrar formas e espaços de expressão da subjetividade.
Os conteúdos psíquicos se expressam de forma imagética e a arte apresenta-se como uma das vias mais ricas e prazerosas de se acessar esse universo simbólico. Logo, encontramos na Arteterapia um caminho para que seja possível materializar essas imagens internas, que quando passíveis de confronto, elaboração e integração, nos movimentam para uma vida mais autêntica, plena e harmônica.
Cabe ao arteterapeuta o papel de testemunhar e acompanhar a jornada heróica em busca da realização do si-mesmo (Self), incentivando e facilitando no cliente o resgate do tesouro perdido nas instâncias sombrias da psique: seu potencial criativo.   Criando formas e corporificando símbolos, o indivíduo se recria, reconstruindo a sua autoestima e autonomia, tornando-se agente transformador da sua realidade interna e externa. O arteterapeuta é o catalisador e mediador desse processo, aquele que germina o desenvolvimento de potencialidades latentes e testemunha o florescer de novas condutas e padrões de funcionamento. Ao facilitar os caminhos expressivos, o arteterapeuta possibilita reverter vivências dolorosas, e muitas vezes traumatizantes, em experiências psiquicamente suportáveis e unificadoras.
Ser arteterapeuta é estar disposto a “ouvir” o que simbolicamente é produzido no encontro, abandonando seus julgamentos e enxergando o belo na originalidade e singularidade de cada expressão. É necessário, para tanto, atentar-se para a qualidade da presença no setting terapêutico, que exige sobretudo o distanciamento de todo conhecimento teórico adquirido, assim como desprender-se dos limites e controles do ego e confiar na intuição, abrindo espaço para o criativo e deixando que a alma assuma a cena, com a certeza de que ambas as partes sairão transformadas, pois, apoiados na idéia da sincronicidade, sabemos que ninguém chega por acaso ao nosso encontro.
            Para que equívocos sejam evitados nessa profissão, faz-se necessário desvencilhar-se da armadilha da inflação do ego, que, nesse estágio, acredita que ocupa o lugar do saber sobre o outro, nutrindo a ilusão de que tem o poder e o controle sobre a vida do seu paciente. Outro grande risco recai sobre as interpretações baseadas unicamente em códigos pré-estabelecidos de significados, que negligenciam a particularidade de cada sujeito como caminho essencial para uma leitura legítima e menos passível de erro.
 Buscar o autoconhecimento através de um processo terapêutico, ou seja, estar em dia com as suas próprias imagens internas é requisito fundamental para o arteterapeuta. O mito de Quíron, personagem da mitologia grega que sofria de uma ferida incurável e que encontra no seu sofrimento a ressonância capaz de fazê-lo se sensibilizar com o sofrimento alheio, desenvolvendo a arte da cura, nos permite compreender que reconhecer e acolher a nossa própria ferida a transforma e nos possibilita lidar com a ferida do outro. Lembremos que o terapeuta só pode levar o seu cliente até onde ele já esteve e que o mesmo só conseguirá desbloquear a criatividade no outro se estiver exercitando-a em sua própria vida, buscando um constante aprimoramento.
            Arteterapeutas são legítimos “curadores” de grandes “exposições”... curadores, sim, enquanto facilitadores de significativas exposições de auto-retratos da psique. Eles coordenam o “museu” da alma, no sentido original da palavra museion, a verdadeira “casa das musas”, onde ambos, cliente e terapeuta, se inebriam e se comovem com tamanha beleza e inspiração...
Como um “sol de primavera”, sigamos abrindo as janelas de muitos novos e profundos peitos!

*Carla Maciel é psicóloga, psicoterapeuta junguiana e especialista em Arteterapia pela Universidade Denis Diderot Paris VII – França. Atualmente é professora, supervisora e coordenadora da Pós-Graduação em Arteterapia Junguiana do Instituto Junguiano da Bahia, além de membro da Diretoria da Associação Baiana de Arteterapia (ASBART).

SCRAP E ARTETERAPIA

A Arteterapia está ampliando o seu alcance.  Para confirmar isso, trazemos um artigo publicado na Revista Guia do Scrapbooking & CIA, escrito pela nossa associada Cláudia Antunes, que une o Scrap com a Arteterapia para embelezar a Vida e o seu mundo interior! 
Visitem o seu blog e se encantem com esta arte.
Eis o seu trabalho:

SCRAP E ARTETERAPIA
Cláudia Antunes


   É bem provável que você conheça alguém que começou a fazer scrap quando estava enfrentando uma fase difícil, passando por uma crise ou após ter sofrido uma grande perda. Claro que não é regra, mas são muitos os relatos neste sentido e foi o que aconteceu comigo. Quando descobri o scrap há quase 8 anos, mais que um hobby, encontrei uma verdadeira “tábua de salvação”. Não é exagero! O scrap (associado a outros recursos, como a psicoterapia) foi fundamental para que eu resgatasse minha autoestima e voltasse a me sentir viva e capaz de me reinventar em meio a uma séria depressão e diagnóstico de fibromialgia.
Cada um tem seu jeito e motivos pessoais para fazer scrap, mas nos últimos meses tem crescido significativamente o número de pessoas que têm se apropriado do scrap como ferramenta de reflexão e autoconhecimento. São indicativos disso os seguintes projetos recentes que incentivam este olhar para nós mesmos e nossas questões íntimas: o ÁLBUM RG da Ju Tonin no 4º Goodies Day, a CÁPSULA DO TEMPO e o AUTORRETRATO propostos pela dupla Cá Mendes & Dan no Scrapdiary, além do HELLO, DR. SEUSS (projeto da Dan com a Ju Tonin para a Goodies) e do SCRAP DA VIDA REAL (adaptação da Lucy Folch a um projeto da Corinne Delis, disponível em http://luzinhavip.blogspot.com/2011/07/i-could-write-many-titles-for-this-post.html e www.scrapdiary.com.br).
Interessante como as conversas e confissões que têm acontecido nos fóruns destes dois últimos projetos em especial têm funcionado como verdadeiras terapias em grupo virtuais. O SCRAP DA VIDA REAL, por exemplo, teve início após a publicação de um LO catártico que a Cyn Vilela criou para marcar o fim de um ciclo de vida e suscitou comentários que a levaram a questionar quem “consegue fazer do scrap uma forma de arteterapia”.

Não é à toa que tanto se comenta sobre o potencial terapêutico do scrapbooking. E foi exatamente o desejo de entender, potencializar e compartilhar os efeitos terapêuticos do scrap que me levaram a cursar uma pós-graduação em Arteterapia Junguiana. Mas, você sabe o que vem a ser Arteterapia? Em seu artigo A ARTE “EM” E “COMO” TERAPIA, Carla Maciel* esclarece que a “Arteterapia, prática que propõe a utilização de recursos artísticos como ferramentas de um processo terapêutico, [...] apresenta-se como um novo modelo investigativo da psique humana que vem crescendo e ganhando espaço na área de saúde e desenvolvimento humano”. (Disponível em http://arteterapiadabahia.blogspot.com/search/label/Artigos)
Essa modalidade terapêutica, que teve seu início ligado à área de saúde mental, atualmente tem sido amplamente aplicada a públicos diversos. Ao contrário das terapias convencionais que priorizam a linguagem verbal, na Arteterapia expressamos nossos conteúdos psíquicos através do fazer artístico - mas sem preocupações de natureza estética. A arte atua como uma via natural de expressão dos nossos conteúdos inconscientes, já que ambos se utilizam da linguagem simbólica, tal qual nos sonhos.
Assim, ao produzirmos artisticamente, expressamos tais conteúdos inconscientes através de imagens simbólicas que, quando objeto de reflexão, permitem-nos uma tomada de consciência, um contato com nossa verdadeira essência e nos fazem ressignificar experiências e lidar de forma criativa e mais plena com a vida.
Para PATRÍCIA PINNA**, “em cada ato criativo podemos nos recriar, transformar e renovar, retramando o próprio destino”. Independente de optarmos ou não por registrar em nosso scrap mais que momentos felizes, o que importa para a Arteterapia é que a manipulação de materiais expressivos, por si só, nos permite entrar em contato com nosso potencial criativo e transformador – ao manipular e alterar plasticamente os materiais, plasmamos neles as mudanças psíquicas que somos capazes de promover em nós.
Hoje o scrapbooking não se restringe à colagem de fotos e papéis. E esta múltipla possibilidade de uso de materiais (papéis, tintas, gesso, linhas, tecidos etc) faz do scrap um terreno fértil para a vivência da Arteterapia - até porque, cada material expressivo tem propriedades terapêuticas específicas que nos levam à elaboração das nossas emoções de modos distintos. Isto sem falar na oportunidade de revisitarmos nossa trajetória através das fotos e memorabilia, lançando sobre nossa história um novo olhar, uma nova compreensão. E o reflexo desse olhar faz-se presente em nossas páginas, mesmo quando não o traduzimos em palavras.
Cada ser é singular e, como tal, se expressa diferente dos demais indivíduos. Quando alguém não entende o que você quis dizer com sua criação não significa que você não se expressou. Nem faz diferença se suas criações são solares, coloridas ou sombrias. Os símbolos, bem como as cores, têm significados universais e culturais, mas o relevante é o que eles querem dizer para quem os utilizou.
Entendo que, para beneficiar-se de tudo que o scrapbooking pode lhe proporcionar, não importa por qual motivo você começou a fazer scrap e sim, como disse a Juliana Fullman, “para quem você faz scrap”! Eu tenho feito scrap para mim mesma, e você?

* Carla Maciel é psicóloga (UFBA), psicoterapeuta junguiana (IJBA)) e especialista em Arteterapia pela Universidade Denis Diderot Paris VII – França. Atualmente é professora, supervisora e coordenadora da Pós-Graduação em Arteterapia Junguiana do Instituto Junguiano da Bahia.
** Patrícia Pinna é Psicóloga, Artista Plástica e Arteterapeuta, Pós-doutora em Mitologia Criativa e Arteterapia, coordenadora da Pós-graduação em Arteterapia da UNIP/SP. http://www.patriciapinna.blogspot.com/

IV Congresso Nordestino de Arteterapia






Informações e inscrições:
Telefone: 81-3463.0871 ( 08h30min as 12h30min /14h00min as 18h00min – de segunda a sexta)